Em outros pagos.


 Um timbre de voz incrível, uma capacidade e uma técnica no violão que precocemente se manifestou, lembro bem, na esquina do ginásio municipal (Cruz Alta), reunidos na sala da casa da Leci e do Gregório, o Arthur aos 3/4 anos já tocava violão, sim ele tocava, não brincava com o instrumento, um violão quase maior que ele, diga-se de passagem.

Nossas famílias sempre foram próximas, cresci vendo o Arthur se firmar como uma estrela da música nativista, tocou com os melhores musicistas desse planeta, Borguetinho, Yamandu, Luiz Carlos Borges entre tantos outros. Arrebatou prêmios e reconhecimento. E nunca, nunca deixou de ser um menino doce e amigo.

Quando me candidatei a vereador sentei com o Arthur para escrever meu jingle. Passei uma lista de palavras e descrevi para ele o sentimento que eu queria passar com aquele jingle. O Arthur foi além, muito além, ele não escreveu um jingle, escreveu uma música maravilhosa, sua letra, se não fosse de cunho político, certamente estaria na Coxilha Nativista. É realmente linda.

Como se não bastasse escrever a letra, ele cantou, fez o violão solo, dedilhado e baixo. Um gênio da musica. Filho, pai, marido, amigo. Hoje nos deixa para tocar em outros pagos, vai percorrer as estradas do Grande Arquiteto com seu Corcel I lindo, xodó.


Amiga Leci, nossos corações e orações estão com você nesse momento de dor, uma dor que não tenho como mensurar nem imaginar.



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