Estudo na universidade ou EAD?

Provocador Digital - José Henrique Westphalen aborda o tema: Estudo na Universidade ou EAD?

Não precisa decidir. O mundo já decidiu por você. EAD, MOOC’s, Infoprodutos, Webnários e outros já estão assumindo o papel de protagonistas da educação. Se eu posso ter mais por menos, por que investir indo a um lugar físico e pagar preços astronômicos por algo que eu tenho em casa?

Uma revolução em andamento

Trabalho há mais de 12 anos no mercado de comunicação. Já atuei com gestão de imagem para grandes empresas, transitei no meio acadêmico, por conta do Mestrado em Comunicação, e há oito anos sou sócio de uma agência de publicidade e propaganda, atendendo clientes dos mais variados segmentos e portes.

Ao longo desse tempo, presenciei uma mudança gigantesca no cenário e na forma de se fazer publicidade. O digital, antes, se resumia a banners em alguns portais, sem nenhuma interação e sem necessidade de gerar leads ou tráfego. Era simplesmente mais um local para depositar a arte da campanha, um subproduto, com valor de investimento baixo e retorno duvidoso.

Hoje, não há dúvidas sobre a força do digital e sua capacidade de alavancar vendas e negócios. Embora seja um assunto novo e ainda em fase de experimentação, há disponível para todos, pela Internet, com custo zero ou próximo ao zero, uma enxurrada de artigos, infográficos, e-books, vídeos, etc., para auxiliar, ensinar e provocar o entendimento e o uso correto das novas mídias.

Conhecimento em um clique

Existem inúmeros cursos e produtos digitais que ensinam a mexer no Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn, entre tantos outros, com a promessa de gerar negócios e fazer dinheiro com o mercado digital a um custo muito baixo se comparado às estruturas tradicionais de ensino.

Obviamente que há, no circuito dos cursos online e produtos digitais, pessoas corretas, com conhecimento, mas existem também muitos charlatões, que embalam conteúdo fraco em um belo discurso, recheado de técnicas de neuromarketing, cobrando valores altos para uma entrega básica e inconsistente. Esses “especialistas” não conseguem oferecer as ferramentas básicas para que pequenas empresas e profissionais autônomos, que não podem contar com grandes estruturas de marketing e comunicação, possam fazer um trabalho relevante, dentro da sua realidade.

Graças à evolução energética e das redes de informação, esses picaretas que estragam o mercado do conhecimento digital estão com os dias contados.  

O fim da picaretagem

O mundo digital abriu grandes portas para disseminação de conhecimento e educação praticamente gratuita. São conteúdos produzidos por empresas, no intuito de se divulgarem, mas também por grandes estudiosos e pesquisadores mundiais, que utilizam plataformas MOOCs’ (Cursos Online Abertos e Massivos) para levar a milhões de estudantes formação superior a custo praticamente zero.

Conforme Rifkin, a ideia de “aprendizado como uma experiência privada autônoma e a noção de conhecimento como uma aquisição a ser tratada como modo de propriedade exclusiva” não terá mais sentido em uma sociedade colaborativa e compartilhada como esta para a qual estamos caminhando.

Conhecimento de baixo custo e grande qualidade

Claro que muitos cursos, inclusive aqueles on-line, continuarão sendo pagos, e assim deve ser, pois a pessoa também precisa construir riqueza a partir do seu conhecimento e trabalho. Todavia, valores como os que encontramos hoje no mercado, como cursos de 12 ou 20 horas com valores em torno de R$ 1.000,00, não terão mais espaço, pois a Internet aproximou as pessoas e derrubou o preço do compartilhamento da informação.

Ao invés de uma sala de aula com duas dezenas de alunos pagando alguns milhares de reais para poucas horas de cursos, podemos ter hoje milhares de alunos pagando algumas dezenas de reais para um conteúdo similar – ou melhor. Essa é a beleza da Internet, do compartilhamento, de uma sociedade com custos beirando a zero, promovendo uma verdadeira inclusão social.

José Henrique Westphalen
Mestre em Comunicação Social 

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