Você prefere ser Bush ou Obama?



Não existe resposta certa, até porque começa por uma pergunta errada. Não há como escolher em ser uma ou outra pessoa, você é você. A provocação é em cima da imagem que criamos em cada um desses atores políticos.

Uma rápida pesquisa em um site de qualquer livraria sobre as duas figuras políticas mais comentadas das últimas décadas, nos dá uma boa base sobre a imagem construída desses dois ex-presidentes americanos, que podem ser resumidas pelas palavras:

Bush: guerra, mentiras e deboche.
Obama: esperança, sonhos e audácia.

Não há como afirmar se um foi melhor que outro, primeiro que não sou americano, segundo que não vivi um 11/9 dentro do meu país. Igualmente não vivenciei a experiência de uma quebra de paradigmas tão grande como a que viveu os EUA na era Obama. O fato aqui está não no que essas duas figuras fizeram ou deixaram de fazer, mas na imagem que o coletivo fixou deles. E a imagem de Bush, comparada a de Obama é péssima.

Quando falamos de imagem, falamos de conceitos extremamente antigos, desde Ataualpa, Júlio César, Thomas Jefferson até os nossos dois personagens, a preocupação com o nome e a imagem sempre foram preocupações das figuras públicas.

Os meios de comunicação sempre foram veículos poderosos no auxilio à formação de imagens. O Brasil está recheado de exemplos de imagens políticas construídas: o presidente herói, das corridas matinais, o intelectual, o metalúrgico “pobre” e a “super gestora”. Imagens que nos foram vendidas e enlatadas com um rótulo, um carimbo.

O conceito de imagem é um dos mais ricos e complexos da linguagem política. Ela pertence também aos campos da publicidade e da psicologia. Sua origem vem do latim, de imagine, que é a representação gráfica, plástica ou fotográfica de algo ou alguém.
 
A referência da imagem é sempre o que existe realmente, ainda que por vezes se destaque apenas o que há de melhor, de forma a corresponder às expectativas do eleitorado.

Com o advento da internet e das redes sociais, é quase impossível para um político esconder a sua essência. Não há como enganar nem maquiar quem você é verdadeiramente. A velocidade, a penetração e a aderência do digital subvertem mentiras com um clique.

Mas afinal. O que tem haver Obama, Bush e todo esse papo? Obama soube construir a sua imagem e a sua reputação, ele trabalhou a essência, que é a sua identidade.

A identidade é a soma das características físicas fundamentais que formam a personalidade. É o que o candidato é realmente, o conjunto de características próprias como origens, valores, crenças, carisma, personalidade, temperamento, etc. A imagem, então, é a projeção pública da identidade que imanta o conceito, as manifestações e as apreciações sobre as suas qualidades.


Pare para pensar! Como está a sua imagem nas redes sociais? O que você irá apresentar como candidato tem congruência com o que você posta nas suas redes sociais?

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