Gerar valor de marca e vendas nunca foi tão fácil.

gerar valor de marca


Há menos de 10 anos, quando o digital era uma promessa e havia apenas uma expectativa de como ele alteraria as relações comerciais e pessoais, eu iniciava carreira como empreendedor da comunicação, em agência de publicidade. Os recursos de computação gráfica já estavam implantados, e a internet era um facilitador na busca por referências e na transferência de arquivos para gráficas e veículos. O que eu não poderia imaginar é que, poucos anos à frente, tudo mudaria completamente.

Na época, qualquer ação para atrair clientes, principalmente para o varejo, exigia grande esforço e enormes investimentos mensais. Um player médio do setor automotivo, por exemplo, investia cerca de R$ 150 mil por mês, entre ações de relacionamento, anúncios de jornal, rádio, revistas, panfletos e equipe de rua. Isso significava um orçamento anual próximo a R$ 2 milhões. Havia metas mensais de veículos vendidos, em torno de 50 unidades.

Em um cálculo rápido, o investimento por unidade era de R$ 3.600,00. Era difícil precisar a melhor mídia, qual canal de vendas convertia mais, como otimizar o custo de aquisição e quais vendas eram perdidas ou os motivos pelos quais isso ocorria.

Hoje, é possível, a custos baixíssimos, analisar, monitorar, cruzar dados e mapear toda a jornada de compra de um consumidor. 

Melhor, é possível prever e escalar as vendas com base nesse comportamento. E o mais impressionante: foi preciso essa revolução tecnológica para os profissionais da comunicação voltarem a fazer o que nunca deveriam ter parado: ensinar e educar os consumidores para eles decidirem as melhores escolhas para resolver seus problemas.

Através do marketing de conteúdo e do inbound marketing, uma nova revolução está em curso. É a união de conteúdos educativos sobre produtos e serviços, como eles ajudam e resolvem problemas pessoais com o mapeamento e identificação desses consumidores, direcionando conteúdos para cada problema, para cada dúvida, para cada anseio. A publicidade baseada em imagens, símbolos e status está cedendo lugar à publicidade com conteúdo, verdade e propósito de marca.
Essa nova comunicação, mesmo com recursos tecnológicos, é mais barata que as formas antes utilizadas. E há ainda um adicional, que é realmente conhecer o consumidor.

José Henrique Westphalen. 
Mestre em Comunicação Social. 


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