As velhas raposas e o Brasil: o que está por trás dos ataques à Jair Bolsonaro?



2018 iniciou com todas as armas apontada para Jair Bolsonaro. E não é por acaso, é uma questão orquestrada e cumpre uma agenda estratégica importante dos grandes players políticos. 

ILSP (Instituo Liberal de São Paulo), Raquel Sherazade, O Antagonista entre outros “anti-petistas”, que até então pegavam leve com o deputado, passaram a ter editoriais, compartilhamentos e publicações contrárias ao pré-candidato. 

Jornais de Minas, São Paulo (em especial a Folha, que perdeu qualquer senso de imparcialidade), blogueiros e sites independentes fazem o front dessa guerra política que se inicia. 

Por que agora? Porque agora é o período mais importante da campanha.  De forma simplificada, qual é o cenário nesse início de ano:

  • Lula estará envolto com processos, liminares e julgamentos até a véspera da eleição, é uma incógnita sua candidatura e, mesmo que ocorra, será sob enorme desgate e rejeição. 
  • Geraldo Alckmin, que já tomou uma surra eleitoral do Lula em plano mensalão, tomou o PSDB e decretou que é o candidato, porém, não decola nas pesquisas, não tem o carisma, simpatia e o ar de novidade. Não representa nada além do velho establishment. 
  • Marina, Ciro Gomes, Manuela e Álvaro Dias são criaturas amorfas, sem a mínima possibilidade de conquistar novas alianças e ter alguma possibilidade real. 
  • João Amoêdo, o populista do liberalismo, não possuí carisma, um discurso para poucos (ou uma tergiversação anarco capitalista), e se olharmos a fundo, também representa um pouco do velho, afinal, ele vem do setor bancário. E tudo que não precisamos no Brasil é um banqueiro na presidência.  
  • Luciano Huck é a carta na manga, junto com Paulo Pain (um negro, para cumprir uma agenda ideológica e ter discurso contra o Capitão). 

E aonde se encaixa o Capitão Jair Bolsonaro nisso tudo? 

Na imagem que ele construiu, principalmente no pilar da ética, da moralidade e da justiça, que possibilitou que ele entrasse diretamente nas classes médias e baixas, redutos antes habitado por PSDB e PT. 

PT dos anos 80/90 era o partido da ética, da moral. PSDB dos anos 90/2000 era o partido do progresso e da economia. Hoje, nenhum dos dois pode falar nem de ética, nem de economia. Os dois partidos estão atolados em crimes, corrupções, condenações e as mais sórdidas maracutaias. O Brasil enfrenta ainda uma crise econômica gravíssima, que corroeu o poder de compra da população e deixou a vida mais difícil. 

Esses fatores, aliados a degradação moral da sociedade, a falência dos estados e municípios, a escalda da criminalidade e da impunidade, deram ao Deputado Bolsonaro um verniz que possibilitou ele crescer e se consolidar como a segunda força política no Brasil. 

Ai você vai me perguntar: o que os ataques agora, nesse momento, tem haver com tudo isso? 

Simples. Estão testando a resistência dele. Podem apostar que em uma ou duas semanas teremos uma nova pesquisa, com esses temas todos fresquinhos na cabeça do eleitor. 

Se Bolsonaro acusar o golpe, por menor que seja a diminuição percentual, PT e PSDB vêem nesse movimento a possibilidade de igualar ele aos demais corruptos e eliminar o principal fator de crescimento do Bolsonaro, que é o pilar da ética. 

Se as pesquisas não mostrarem tendência de retração, se essa estratégia não funcionar, o trabalho das principais legendas do país será o de encontrar um candidato que possa ser o contra ponto. E é nesse momento que Luciano Huck, Paulo Pain, ou algum coelho na cartola irá surgir. 

PT, PSDB, e as forças políticas e econômicas que eles representam não entregarão de bandeja o país. Se precisar rifar Lula e Alckmim, eles o farão. 


Resta acompanhar nos próximos dias a divulgação de novas pesquisas e o quanto essa conversa toda terá afetado, ou não, a candidatura de Jair Bolsonaro.       

José H. Westphalen.

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