PT: a experiência Soviética no Brasil



Os 14 anos de governo petista no Brasil não foram apenas um projeto de poder totalitário articulado por Zé Dirceu, Lula e seus aceclas do Foro de São Paulo, foi uma experiência soviética, uma tentativa de reprodução do governo comunista de Lênin e Stalin em uma versão tupiniquim.

Os menos avisados podem achar que estou exagerando ou fora do meu perfeito juízo. Dessa forma, usarei as palavras do Secretário-Geral do Partido Comunista, Mikhail Gorbachev, que em seu manifesto, explicou as razões para a Perestroika e fez um retrato fiel do regime socialista/comunista da ex União Soviética.

A partir desse relato fiel, extraído da sua própria obra, “Perestroika”, de 1987, você, meu caro leitor, poderá entender, a partir das ruínas soviéticas, o que ocorreu no Brasil em 14 anos de governo do PT.

1) O crescimento ilusório


Gorbachev inicia seu relato afirmando:

“Qualquer demora para implantar a Perestroika poderia levar, num futuro próximo, a uma situação interna exacerbada que, em termos claros, constituiria em um terreno fértil para uma grave crise social, econômica e política.”

Após décadas de crescimento econômico e social, baseado no uso indiscriminado dos recursos naturais e a mão de ferro do estado, eis que na década de 70 o país começou a perder seu impulso, os insucessos econômicos se tornaram frequentes e as dificuldades começaram a se acumular e deteriorar. Começara a aparecer na vida social elementos de estagnação. Nos anos 80 a taxa de crescimento era praticamente zero, além disso, o hiato existente na eficiência da produção, na geração da tecnologia avançada e em seu uso, começou a se alargar. Aconteceu o mesmo com a alocação de verbas, onde uma porção considerável da riqueza nacional transformou-se em capital ocioso.

“… toda-via, entre nós, este viu-se totalmente a mercê daquele, tendo de se contentar com o que o produtor escolhia dar-lhe… consequentemente, mesmo com todo rendimento bruto, havia falta de bens. Gastamos, e na verdade ainda estamos gastando, muito mais matéria prima, energia e outros recursos por unidade produzida do que outras nações desenvolvidas.”

Comentário sobre o parágrafo: observem a lógica perversa do estatismo, onde “porção considerável da riqueza nacional transformou-se em capital ocioso”. Isso acontece com absolutamente todas as empresas estatais, pois em determinado período elas fatalmente entraram em decadência e todos os recursos da nação empregados nela serão desperdiçados, tornando-se inúteis para geração de riquesas.

2) Uso indiscriminado de recursos públicos e suas consequências


“Com o tempo, as reservas começaram a escassear e a ficar mais caras. Por outro lado, os métodos amplos de expansão do capital fixo causaram uma escassez artificial de mão de obra. Numa tentativa de corrigir tal situação, começamos a pagar bônus altos e injustificáveis, e foram introduzidos todos os tipos de incentivo injusto devido a pressão dessa escassez. Mais tarde isso conduziu à prática de colocar itens falsos nos relatórios só para auferir ganhos.”

Comentário sobre o parágrafo: para criar uma falsa realidade de renda e pleno emprego, os governos Lula e Dilma abusaram da concessão de incentivos fiscais ao setor imobiliário, automotivo, linha branca e bancário, estimulando o consumo e a geração de empregos a partir do Estado.

Concedeu vultuosos aumentos salariais a praticamente todas as categorias de funcionários públicos e proveu com recursos públicos a classe artística e científica. Esse desequilíbrio entre receita e despesa culminou nas chamadas “pedaladas fiscais”, relatórios falsos para mascarar a realidade do país, que culminou com o impeachment de Dilma Roussef. 

3) Números não são nada sem eficiência


“O comportamento parasitário aumentava e o prestígio do trabalhador conscencioso e de alta qualidade começou a diminuir, espalhando-se a mentalidade do nivelamento de salários…”

“A venda de grandes quantidades de petróleo, outros combustíveis, recursos energéticos e matérias-primas no mercado internacional não ajudou em nada, só agravou a situação…”

“Os ganhos em moeda foram utilizados predominantemente no ataque imediato dos problemas, em vez de ser empregados na modernização econômica ou para diminuir o hiato tecnológico.”

“Apesar de ser um dos maiores produtores de grãos para alimentação, tinha que comprar milhões de toneladas para forragem. Possuíamos o maior número de médicos e leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes, e, ao mesmo tempo, existem claras deficiências em nosso sistema de saúde.”

Comentário sobre o parágrafo: o Brasil é um dos maiores produtores de grãos, minério de aço, carvão e outras commodities mundiais. Um dos países que mais investe em saúde e educação, contudo, possui os piores índices entre as nações desenvolvidas nessas áreas. Um país onde o funcionalismo do estado, políticos e membros do judiciário se constituem nas classe mais abastadas.

4) A tomada ideológica


“A propaganda do sucesso, real ou imaginário, estava ganhando terreno. Os elogios e o servilismo foram encorajados; as necessidades e opiniões dos trabalhadores comuns, geralmente ignoradas. Nas ciências sociais, a teoria escolástica foi estimulada e desenvolvida; o pensamento criativo, expulso, declarando os juízos voluntaristas e supérfluos como verdades incontestáveis. As discussões científicas e teóricas, indispensáveis ao desenvolvimento do pensamento e ao esforço criativo, foram emasculadas.”

Comentário sobre o parágrafo: nossas escolas estão infestadas pelo pensamento comunista, a ideologia marxista, a teoria freiriana e a imposição das ideologias de gênero. 

5) Os jornais da mentira


“Iniciou-se uma gradual erosão de valores morais do nosso povo… havia falta de receptividade com relação aos avanços tecnológicos, a melhoria do padrão de vida estava diminuindo e havia dificuldade no fornecimento de alimentos, habitação, bens de consumo e serviços.”

“A apresentação de uma realidade sem problemas foi o tiro que saiu pela culatra; havia uma cisão entre palavras e atos que gerou uma passividade no público e descrença nos lemas proclamados.”

“Era apenas natural que essa situação criasse um hiato de credibilidade: tudo que era proclamado nas tribunas, jornais e livros foi posto em dúvida. Começou a decadência moral e pública… o alcoolismo, consumo de drogas e criminalidade aumentaram.”

Comentário sobre o parágrafo: taxistas contra o Uber, sindicatos contra a CLT, movimentos sociais contra a métodos de gestão na administração pública, a destruição da família, a perseguição a fé e a exaltação do corpo e da libertinagem, total descrença nos órgãos públicos, nos veículos de comunicação e nas instituições. Cidades tomadas pelo tráfico, guerras de gangues, aumentos nas taxas de mortalidade são apenas reflexos do sistema implantado na experiência soviética tupiniquim. 

6) A falsa realidade


“A sedução política e a distribuição indiscriminada de prêmios, títulos e bonificações frequentemente substituíram uma preocupação genuína com o povo. Surgiu um clima de vale-tudo e começou-se a negligenciar a disciplina e a responsabilidade.”

“Tentou-se esconder isso com campanhas pomposas, tanto nacionais como locais. O mundo do dia-a-dia e o da falsa prosperidade ficaram cada vez mais separados.”

“Em alguns níveis da administração surgiu o desrespeito pela lei e o encorajamento de trapaças e subornos, servilismo e glorificação… devemos reconhecer que não houve um esforço real para impedir a ação de indivíduos desonestos, atrevidos e interesseiros.”

Comentário sobre o parágrafo: infelizmente o relato acima, embora escrito em meados da década de 80, é a mais pura realidade do Brasil, um país pós PT, pós uma experiência soviética curta, porém desastrosa. As palavras do líder comunista na implantação da Perestroika poderiam muito bem serem aplicadas no Brasil atual, no Brasil do Foro de São Paulo, do Fórum Social Mundial, do petismo criminoso, que se serviu dos cofres públicos para financiar seu projeto comunista de poder totalitário.


A história está escrita para nos ensinar. Se você não acredita em mim, não acredita nas palavras do comunista Gorbachev, certamente você é uma das pessoas tomadas pelo servilismo e glorificação cega de líderes corruptos, atrevidos e interesseiros.


José Westphalen
Cientista Político e Mestre em Comunicação

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