Se eu fosse o Jair.

Flavio Rocha, em uma manobra típica dos novos liberais, tenta surfar na popularidade de Bolsonaro e sai proferindo ataques gratuitos ao Deputado. 

Nesse texto, respondo à Flavio Rocha como se fosse uma versão light do Capitão. 



Flávio Rocha, você é um orgulho para o Brasil. Empresário bem sucedido, presidente de uma das maiores varejistas de moda do país. Sua mais recente participação na política, com o projeto Brasil 200 visa oxigenar o país, trazer o discurso liberal para a pauta. 

Estou com você nessa. É evidente que o Brasil precisa avançar, desburocratizar, privatizar, acabar com o cabide de emprego de marajás e ladrões do dinheiro público. 

Está provado com o Banco do Brasil, Correios, Petrobras, BNDS e tantos outros, que empresas e recursos nas mãos de políticos são um dos maiores problemas do Brasil. 



Em recente entrevista você afirmou que eu tenho um pensamento de esquerda na economia. Paulo Guedes, um dos mais ilustres liberais desse país é meu conselheiro, estou visitando países desenvolvidos, como EUA, aprender como melhorar as engrenagens do país, estudando novas e modernas maneiras de sermos um país mais leve e competitivo, exatamente o oposto do que você me acusa e pratica, inclusive. 


Não vejo problema algum o BNDS emprestar para quem gera emprego e renda no país, é saudável, desde que dentro da ética e do bem público. Mas não seria essa prática, amigo Flavio, uma intervenção do governo na economia? Pegar dinheiro do governo para fins privados é ter um pensamento de esquerda na economia ou de desenvolvimento da indústria brasileira? 

Parte do movimentos liberais me atacam como se eu fosse o algoz do livre mercado. Por acaso eles pensam que o Lula seria melhor? Que o PT, com seus bilhões para Odebrecht, OAS, JBS e obras em Cuba e na Venezuela é melhor? 

Pensar em diminuir o Estado não é abrir mão das funções do Estado, é privatizar aquelas empresas que a iniciativa privada tem  mais competência, mais capacidade de investimento e competição, mas também ter um olhar para o desenvolvimento da indústria local. 

Trump está fazendo muito bem isso, protegendo a indústria nacional, o emprego e o dinheiro dos americanos, diminuindo impostos sem abrir mão de um mercado livre. 

Esse discurso liberal, quase de anarquismo, que boa parte do empresariado vem pregando é mais falso que nota de R$ 3 Reais, pois esses mesmos, a vida toda cresceram sob os auspícios do Estado. 


Você, para crescer, firmar sua liderança, não precisa me agredir, não precisa me atacar.  Estamos no mesmo lado. Do lado do Brasil e dos Brasileiros. 

Eu quero um estado menor, com menos corrupção e privilégios. Mas eu preciso defender, em primeiro lugar, os brasileiros, as famílias brasileiras, que estão sofrendo nas mãos de bandidos e traficantes, que estão sendo atacadas por grupos ideológicos de esquerda que querem a destruição da sociedade. 

Vamos pensar juntos o Brasil. Te convido a vir no meu gabinete, trazer a suas ideias sobre economia. Juntos, construiremos um Brasil melhor, onde a economia irá crescer, a corrupção diminuir e as famílias voltarão a ter orgulho do nosso país.

Sinceramente; 


Jair Bolsonaro. 

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