Dinheiro, corrupção e votos: a matemática política do Brasil.

Fonte/imagem: https://goias24horas.com.br/24451-dinheiro-publico-jogado-no-ralo-paulo-garcia-torra-500-mil-por-mes-com-gratificacoes-irregulares/

Está circulando no WhattsApp um texto intitulado "matematicamente insustentável", apontando o número de político eleitos, assessores e o custo ao país. Resumindo: 
  • 70.794 políticos 
  • 715.074 Cargos em Comissão
  • Custo anual: R$ 128 BILHÕES.

Pode-se discutir um pouco o número exato de cargos e o valor total dessa conta, contudo, pouco importa, pois fica evidente que o número de políticos eleitos, assessores, benefícios e o custo disso é realmente absurdo. 

Só que a matemática é muito pior quando: 

  • Na Câmara Federal, além do número exacerbado de 513 parlamentares e todo o seu custo para o país, temos outro problema, ainda pior: a negociação com todos esses parlamentares. Temos visto nos últimos anos, presidente após presidente, negociar no varejo, seja através de emendas parlamentares ou do mensalão, os votos dos congressistas para projetos e impeachments. 
  • No Senado, além do custo e dos benefícios perpétuos dos 81 senadores, observamos governos reféns de chantagens, manipulações de apoios e sabatinas falsas para aprovar Ministros do STF e diretores de agências reguladoras.
  • Nos parlamentos estaduais, além do custo, constatamos projetos absurdos e surreais aprovados que, ou são ilegais ou retiram liberdades individuais, sem falar nos projetos "dia x", que designam datas para homenagear toda e qualquer coisa.
  • Nas Câmara municipais, observo municípios de 2.500 habitantes com 9 vereadores remunerados, estruturas próprias e funcionários concursados e comissionados. Há casos absurdos, em pequenos municípios, com menos de 10 mil habitantes e vereadores com salários de R$ 3.500 ao mês. Esses mesmos vereadores, não contentes, chantageiam prefeitos e trocam cargos por votos! 
  • Nas prefeituras, diárias são usadas indiscriminadamente para complementar salários de funcionários concursados ou para beneficiar assessores. 

O custo direto é gigante, mas o custo indireto e os efeitos nefastos para a administração pública são muito maiores. 

O pleito de 2018 está logo alí. Precisamos dar um basta, ninguém aguenta mais o peso do Estado Brasileiro, o custo da corrupção e da ineficiência. 

José Westphalen

Comentários