Breaking The Wall


Não culpem Rogers Waters, ele apenas não sabe que está do lado errado do muro. Waters, assim como muitos brasileiros e a comunidade internacional comprou uma versão sobre o Brasil, sobre a política, sobre o PT, sobre Bolsonaro que simplesmente não existe. 

Há décadas a esquerda mundial vêm construindo um muro sólido sobre a verdade, que remonta os Mencheviques, antes da Revolução Russa, que se intitulavam social-democratas e defendiam uma abordagem gradual, não violenta e não revolucionária para os mesmos objetivos de tomada de poder. 

A lógica Menchevique prevaleceu sobre a violência e os assassinatos dos Bolcheviques. Suas ideias e forma de tomada do Estado, através de uma simbiose entre propriedade privada, mercado e governo, prosperam e seus braços enlaçaram a economia e a cultura. 

Esse grupo, nos idos 1883, fundou a Sociedade Fabiana, em Londres, e após a London School of Economics. A influencia do socialismo/comunismo dentro do sistema educacional existe há várias décadas, tendo sido determinante na formação de várias gerações. 

Waters, não fugiu a regra. Com um infância turbulenta, seu pai morreu na guerra (ápice do nazi-fascismo e comunismo), quando ele tinha apenas 5 meses de idade e sua mãe o mandou morar em Cambridge com o irmão.

Há época, o rígido ensino britânico (o mesmo no qual foi formado Winston Churchill) pode ter afetado o jovem de formação familiar frágil, que após o ingresso em Westminister, foi contaminado pelo Socialismo Fabiano, levando-o a crer que estava do lado certo do muro

Se analisarmos a letra de Another Brick in the Wall, Waters diz que não é necessária nenhuma educação, controle mental e grita para os professores deixarem as crianças em paz. Nesse trecho da letra, é possível observar claramente a influência marxista, de quebra da hierarquia, de romper com o formalismo educacional, uma atitude libertária que segue ao longo da ópera rock com inúmeras manifestações sobre fascismo, controle e poder. 

Porém, reside ai a falha intelectual de Roger Waters, em crer que o formalismo educacional, a disciplina e a educação são maléficas à sociedade. Ele criou seu arcabouço educacional dentro da armadilha marxista, que busca reescrever a história, tomar a economia e a cultura por um viés mais sútil que, infelizmente, se tornou eficaz. 

Waters está certo, só está do lado errado do muro. O muro que ele defende é justamente o que ele combate: a alienação, o controle mental e o controle do estado sobre as pessoas, típico dos regimes comunista/socialista/nazi-fascista. 

Quem sabe, ao menos no Brasil, a partir de 2019 consigamos retirar uma peça desse muro e começar a iluminar a sociedade. 
  

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