02 anos de PT em Cruz Alta




O governo petista completa dois anos de administração em Cruz Alta com um questionamento: o que foi realizado nesse período? Olhando para os mais de 730 dias que se passaram, qual a realização dos governantes locais? Qual a obra, benfeitoria ou ajuste financeiro realizado?

Nenhum! Até o momento, apenas lágrimas e reclamações. De efetivo não foi feita nada além de atrasar horas extras, inchar a folha de pagamento, desmantelamento da saúde e administração pública. Para quem acredita ainda na fábula da "dívida maldita", vamos recordar algumas rápidas histórias do início do século (ou seja, apenas 18 anos atrás).

Ano 2001, no início do governo Dr. José Westphalen a situação do município era caótica, muito pior do que a atual, aquela sim, uma herança maldita. Antes de entrar no texto, já vou logo avisando: caso você se sinta à vontade em bradar: "mas a cidade estava virada em buraco, foi horrível a administração". Saiba que um governo não olha apenas para a suspensão do seu carro ou para o centro financeiro da cidade, mas sim, para toda a comunidade. Então, por favor, preste atenção nos rápidos dados que irei trazer, para então fazer seu julgamento e comparação com a atual administração.  

A receita para o primeiro ano do mandato Westphalen foi de apenas pouco mais de R$ 24 milhões, com salários, horas extras, gratificações  atrasadas e uma dívida de curto prazo superior a 50% do orçamento. Além disso, a estrutura pública municipal (paço e anexo) estava completamente destruída, com infiltrações, goteiras e ruínas inacabadas no anexo. Acrescente-se ao fato que os adornos do salão nobre, tombados pelo patrimônio histórico, estava destruídos.

Ou seja, independente da situação recebida pelo atual mandatário, certamente não era nem próxima da recebida há época. Nas quatro principais área da cidade, algumas das realizações da administração José Westphalen:

  1. Durante os 4 anos de administração Westphalen os funcionários sempre receberam em dia, tiveram um aumento de 10% sobre o básico e cursos de qualidade total. A estrutura administrativa recebeu 129 computadores (quando assumimos só havia 01 e não funcionava), 31 veículos, 04 motocicletas, ambulância, tratores, retroescavadeira, equipamentos para fiscalização tributária, rádios e a implantação da central telefônica digitalizada (tarefa essa coordenada por mim com a supervisão do secretário Reolon).
  2. Na área da saúde ampliou-se as agentes de saúde, houve a construção de novos PSF's e o prédio da nova secretaria da saúde, que contava com clínica especializada para atendimentos neurológicos e psiquiátricos, farmácia municipal em 3 turnos, dobrando a aplicação de recursos em medicamentos e dobrando os atendimentos em especialidade básica. Na gestão ainda houve a ampliação dos programas e atendimento aos soropositivos e a construção e instalação do Hemonúcleo regional e um convênio firmado com o Hospital São Vicente de Paulo para casos de urgência e emergência.
  3. Na educação, as professoras vivam outra situação, de respeito e exaltação da área. Todas as escolas municipais foram reformadas, houve a construção da escola da Abegay, implantação de brinquedotecas, laboratórios de informática, ginásios, quadras esportivas, ampliação significativa do transporte escolar, programa amplo de merenda escolar entre outras ações afirmativas.
  4. Nos bairros, obras de urbanização, iluminação pública, roçadas de terrenos, canalização e água, esgoto, quilômetros de calçamento, ponte Edwina Rosa, caixa d'água em Benjamin Nott, entre centenas de outras ações de assistência social para melhorar a qualidade de vida de quem mais precisava e sofria em nossa cidade, pessoas estas, que sempre estiveram longe dos olhos do centro da cidade e da classe produtiva e financeira.

Orçamento pífio, dívidas, salários atrasados, infraestrutura em ruínas, comunidade carente desassistida, um dos maiores vendavais já registrado em nossa história (sem auxílio estadual ou federal para sanar as mazelas) e, como se não bastasse, início da vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, que era implacável e draconiana com os administradores, bem diferente dos tempos atuais, que inclusive houve a flexibilização no limites de gastos com pessoal.

Portanto, receber uma prefeitura com um orçamento de aproximadamente R$ 130 milhões anuais do governo Juliano, está muito distante dos problemas financeiros administrativos e de caixa recebidos pelo Dr. José. Com isso, conclui-se que o prefeito petista e seus assessores não têm as competências administrativas e técnicas para tocar um município complexo e precário como Cruz Alta.

A administração petista em Cruz Alta nesses dois anos de governo não mostrou a que veio, não realizou absolutamente nada de relevante.

O município enfrenta uma grave crise na saúde pública municipal, tanto na UPA quanto no HSVP (sempre lembrando que o Hospital de Fátima fechou suas portas em uma administração do PT), exibe uma péssima gestão de recursos humanos, com funcionários sem receber horas extras, enquanto uma casta privilegiada recebe muito e dezenas de contratos emergenciais são firmados.

A partir do resumo posto acima, pergunto: o que faz um governo assumir em péssimas condições (Dr. José) e entregar ao seu sucessor um município saudável e bem administrado e outro (atual administração) pegar um orçamento 5 vezes maior do seu antecessor e não conseguir fazer absolutamente nada?

Deixo essa reflexão frente aos dois anos de administração do PT em Cruz Alta.

José Henrique Westphalen
Presidente Municipal do DEM   



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