Operação Vermelha: a trama promovida pela ONU, Jean Willys, Marcia Tiburi e os narco-partidos para difamar internacionalmente o Brasil.



A falsa narrativa da esquerda sobre o totalitarismo e fascismo no Brasil em está fase de consolidação. Desde primeiro de janeiro ecos da operação vermelha se espalham pela Europa, através dos ataques à representação do Brasil em Berlin, que por duas vezes foi vandalizada com tinta vermelha e dizeres sobre fascismo. 

A operação, que começou logo após às eleições, com o ridículo auto-exílio de Jean Willys, toma forma com sua participação em um debate sobre populismo, a convite da Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, quando o ex-deputado associou a família Bolsonaro ao assassinato da vereadora pesolista Marielle Franco e rotulou o governo de apologista à tortura. Acertadamente, a embaixadora brasileira na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, se recusou a ouvir as acusações e dar palco à irresponsabilidade do ex-BBB em difamar e destruir à imagem do Brasil no exterior. 

No embalo da estratégia, outra delirante e politicamente irrelevante, Marcia Tiburi, também irá se “auto-exilar”. O surreal é ver o PT tão no fundo do poço, que para conseguir algum espaço na mídia fez uma cópia chinesa da estratégia do PSOL, usando sua fracassada candidata nesse enredo mexicano. Tiburi, justifica seu "auto-exílio" à ameaças que vêm sofrendo para sair do país, quando na verdade, por falta de relevância política e ter o que fazer, ela simplesmente irá acompanhar o seu marido, que é juiz e pediu licença para estudar em Paris. 

A dupla carioca, ligada aos narco-partidos daquele estado estarão juntos na Europa, cumprindo uma agenda internacional de destruição da imagem do Brasil. Sim, pois ao observarmos a primeira agenda pública do fugitivo Jean Willys, o objetivo não é defender pautas democráticas e de igualdade, mas sim, sabotar o governo, tendo como armas a destruição da imagem do Brasil, com uma narrativa fraudulenta e criminosa, com o beneplácito da ONU e seus órgãos colegiados.  

Essa estratégia dos narco-partidos, ligados a órgãos internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, por exemplo, teve início logo após a eleição de Jair Bolsonaro, através de uma denúncia desta à Câmara Federal. A BBC Brasil publicou uma matéria falando sobre a falha do governo brasileiro em proteger o deputado Jean Willys. De Washington, o jornalista Ricardo Senra trouxe uma entrevista com a advogada chilena Antonia Urrejola Noguera, relatora especial do Brasil na Comissão Interamericano de Direitos Humanos. 

Esta ação promovida pela Comissão, nada tem a ver com direitos humanos ou a preocupação com parlamentares brasileiros, é mais uma manobra da esquerda internacional, com seus braços latino-americanos de imputar a sua agenda e distorcer a realidade, na busca de desinformar e reescrever a história. 

Se você, caro leitor, acha que é mais uma histeria contra a esquerda e complexo de perseguição, busque compreender e entender os fatos que irei expor detalhadamente sobre a narrativa que está sendo criada no Brasil, com apoio de braços internacionais da mídia e organizações não governamentais. 


Organismos internacionais de ação política: 


No livro “Desinformação”, de Mihai Pacenpa, general que foi chefe do serviço secreto da Romênia comunista, dominada pela União Soviética, o general explora a tática de desinformação criada pelos russos, amplamente utilizada durante todo período soviético para mudar o passado e criar novas realidades, distorcidas e adequadas as narrativas sanguinárias dos comunistas. O enquadramento, tanto de pessoas quanto da história, era um processo extremamente articulado pela KGB, com braços espalhados por toda a Europa. 

Para que a desinformação tivesse efeito eram necessário dois elementos: uma parte de verdade e organismos externos para publicar a narrativa. Dessa maneira, a KGB criou, inicialmente na França, o Conselho Mundial da Paz (WPC), em 1949, de modo a não parecer ser uma iniciativa russa. 

O Conselho Mundial da Paz esteve presente em 112 países, era formado por nove países do bloco soviético (URSS, Polônia, Bulgária, Hungria, Romênia, Techecoslováquia, Alemanha Oriental, Albânia e Cuba), além desses, Vietnã, Angola, Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Congresso Nacional Africano (ANC) possuíam representantes. Todos países anti-americanos. 


A partir da WPC, criaram-se outros organismos, como: Federação Mundial dos Sindicatos; União Internacional de Estudantes e a Federação Mundial da Juventude Democrática, todos eles com braços em mais de uma centena de países. Para ser ter uma ideia da força construída e das estruturas deixadas pelos soviéticos, hoje, o Conselho Mundial pela Paz está engajado na luta pela preservação do mandato de Maduro, ditador venezuelano, na defesa da Palestina e em modismos como a “Virada Sustentável”, em Salvador, no Brasil.  


Interessante perceber o quão profundo são os braços Russo, implantados pela KGB, que até hoje a Federação Mundial da Juventude Democrática continua atuando junto ao Conselho Mundial da Paz, tendo recentemente enviado uma missão para a Síria. Na lista de links sugeridos pela página encontramos a prova do engajamento político de esquerda de tal Conselho: 

  • Frente Brasil Popular
  • Portal vermelho
  • Resistência
  • UNE
  • Prensa Latina
  • União Brasileira de Mulheres
  • União de Negros pela Igualdade

A esta altura você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com a Comissão Interamericano de Direito Humanos, certo? Pesquisando no site da entidade, além dos links, você encontra materiais para pesquisa e leitura. Entre as publicações indicadas, está o Manual do Conselho de Direitos Humanos da ONU para a sociedade Civil. Eis que entramos no nosso assunto em questão: quem é a Comissão Interamericana para os Direitos Humanos (CIDH)? 



A referida Comissão faz parte da OEA - Organização dos Estados Americanos, fundada em 1948, com sede em Washington. A CIDH (Comissão Interamericano de Direitos Humanos) foi criada no Chile, em 1959 e é a responsável proteção dos direitos humanos dentro da OEA. Em relação à estratégia russa, de desinformação, podemos perceber uma coincidência de datas nesse processo, o Conselho Mundial da Paz foi fundado em 1949, muito próximo da data de fundação da OEA. Assim como o Conselho da Paz, a OEA e o CIDH, também possuem estados membros e órgãos que fazem parte.  Segundo o relatório financeiro da CDIH, o órgão tem como países membros e mantenedores, alguns dos seguintes nomes: 


1) Países Membros: 

  • Argentina
  • Canadá
  • Chile
  • Costa Rica
  • Estados Unidos
  • México
  • Panamá
  • Perú
  • Paraguai
  • Uruguai

2) Observadores permanentes e mantenedores: 

  • Espanha
  • Irlanda
  • Países Baixos (Bégica, Holanda e Luxemburgo) 
  • Suécia
  • União Européia

3) Órgãos, empresas e fundações doadoras: 

  • Alto comissionado da ONU para refugiados
  • Fundação Arcus
  • Fundação Panamericana para o Desenvolvimento
  • Google 

Obs: os nomes grifados são os maiores contribuintes da CIDH. O Brasil integra a OEA, mas não é mantenedor da CIDH.

Interessante observar que de um orçamento de quase US$ 5.5 milhões, 83% desse total é com gastos em pessoal e menos de US$ 1 milhão são destinados à operação. Isso demonstra o caráter político e ideológico do órgão, que gasta 5 vezes mais em pessoal do que nas ações para as quais ele tem finalidade específica. 


 Indo um pouco mais fundo na análise, são observadas algumas coisas muito peculiares no âmbito dos projetos e financiadores, que estão relacionado com a CIDH. Mundialmente, os trabalhos apoiados estão fixados na área de proteção aos direitos humanos na América Latina, com atuações pontuais em alguns países e com recursos de fundos e empresas direcionados para outras questões específicas, como exemplos: 

 
1) Países: 

  • França: violência policial e descriminação racial;
  • Canadá: luta contra a descriminação e violência contra mulheres e crianças na América Latina;
  • Suécia: Liberdade de expressão.

2) Fundos: 

  • Fundo Espanhol 1: Reduzir o uso das prisões preventivas nas Américas;
  • Fundo Espanhol 2: Proteção dos Direitos Humanos;
  • AVINA/CAMINA: direitos dos imigrantes;
  • Trust for the Americas: LGBT;
  • Fundação Panamericana: direitos humanos e democracia;
  • ARCUS: proteção e promoção dos direitos LGBT, Trans e Intersexual;  
  • Google: liberdade de expressão na América Latina;
  • Trust of the America/Open Society: liberdade de expressão e combate a violência à periódicos e internet.

Somente Google e Open Society (leia-se George Soros) disponibilizaram para projetos de “liberdade de expressão na América Latina” quase US$ 800 mil. (página 928 do relatório financeiro 2017). 

Traçando essa linha, entre o modelo de operação Russo, criado no final da década de 40, pós segunda guerra (ainda em operação), com as bases de atuação da OEA e CIDH, podemos perceber claramente que é o mesmo mecanismo utilizado, a mesma tática de desinformação criada pelos comunistas russos sendo implantada e utilizada na América Latina, em especial no Brasil. 

A atuação da CIDH no caso Jean Willys é exemplar, segue todos os ritos do manual da KGB de desinformação: o uso de uma meia verdade, a veiculação através de um órgão (pretensamente isento), popularização da informação em veículos de massa (via financiamento da Open Society), ou seja, o que a esquerda brasileira e latino-americana estão fazendo é seguir "by the book” o manual de Kruschev. 

A democracia brasileira está seriamente ameaçada. Uma das mais audaciosas e bem financiadas articulações contra um governo eleito está em curso, é preciso estar atento aos próximos passos e os desdobramentos dessa trama. A operação vermelha apenas iniciou. 

José Henrique Westphalen
Cientista Político e Mestre em Comunicação. 

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