Por que a esquerda gosta tanto do Capitalismo?



Nada mais incongruente que a comunista Manuela D'Ávila fazer compras em Nova York, o Senador Humberto Costa comer um sushi com dinheiro público e Lula degustar um Romanèe Conti. A esquerda caviar critica o capitalismo, o status e a sociedade de consumo ao mesmo tempo  que se lambuzar nela. Como entender tamanha incongruência? 

Não é tão difícil compreender esse comportamento. Primeiro, é importante ressaltar que o comunismo abandonou o estilo bolchevique de operar, influenciado pelo fabianismo. Os socialistas aderiram ao capitalismo e subverteram a ordem, usando o sistema a seu favor, através da construção de pautas globalistas, segregacionistas e coletivistas com um único propósito: poder.  

É claro que o coletivismo ocidental moderno está aquém dos devaneios psicóticos do comunismo radical, porém, o programa esquerdista ainda nega a propriedade completa do indivíduo sobre si mesmo, nega seu controle soberano sobre a sua pessoa e suas propriedades, e declara que grande parte do seu tempo, esforços e bens são propriedade do Estado para ser distribuído aos outros a critério do próprio governo. 


A Trilogia Suja do Socialismo, parte II

Para compreender como o socialismo atua nos tempos modernos, como o marxismo cultural se dissemina, é preciso entender algumas questões básicas, como o conceito de socialismo e como age e pensa a mente coletivista, para isto, dividi o estudo em 3 partes, publicadas independentes, dando vida à “Trilogia Suja do Socialismo", sendo elas: 

1. O que é socialismo (já publicado)
2. Capitalismo de laços
3. Jogos ocultos

Parte II: capitalismo de laços.


Hoje, inúmeros bilionários são financiadores da agenda esquerdista, justamente por estes não serem contra o capitalismo, mas a favor de um capitalismo de laços, onde poucas empresas convivem com o centro do poder e se beneficiam dele para ampliar seu capital e margens de lucros. A esquerda não é contra o capital, mas contra o livre mercado

Vivenciamos esta experiência no Brasil com as campeãs nacionais do governo Lula, como: Odebrecht, JBS, OAS, Grupo EBX (Eike Batista), bancos e algumas montadoras. O capital ajudou a financiar o projeto de poder da esquerda e em contra-partida os governos de esquerda facilitaram o crescimento e o enriquecimento destas empresas, inclusive com venda de Medidas Provisórias que beneficiaram seus segmentos.  

Internacionalmente, o maior expoente é George Soros, com sua Open Society Foundation, a Ford Foundation e outros magnatas americanos que investem pesado na agenda esquerdista, que inclusive já reverberam reflexos perversos no estilo de vida e forma de pensar do americano. 

Esses grupos capitalistas não estão preocupados realmente com a sociedade, com o combate a corrupção, feminismo, racismo ou a diversidade, eles apoiam essas pautas porque vêem nelas o caminho mais fácil para o poder. 

A luta da esquerda não é contra o capitalismo, é contra os valores ocidentais e morais, é contra as bases da sociedade. O apoio à causas raciais, de gênero e sexo nada tem haver com respeito e liberdade, mas sim, com cisão. 

Quanto mais dividida e dispare for a sociedade, menor será o voluntarismo e pensamento comunitário. Quando as sociedades deixam de pensar nas suas comunidades, abandonam os valores de ajuda ao próximo e voluntarismo elas inevitavelmente começam a ruir. 

Uma sociedade dividida em grupos, onde esses grupos não dialogam, automaticamente delegam ao Estado toda a função social, permitindo a criação de gigantescos aparelhos governamentais, que substituem o altruísmo e voluntarismo individual por programas assistenciais de estado, que cada vez mais retiram a autonomia social. 

Estes Estados gigantes e poderosos se tornam o ambiente perfeito para que poucas empresas ditem os rumos da economia e políticas de governo na área de desenvolvimento, obviamente, favorecendo seus negócios e áreas de atuação. 


José Henrique Westphalen
Cientista Político e Mestre em Comunicação









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