Quem quer dinheiro? Deputados querem se vender, mas quem irá comprar?

Blog Zé Westphalen



“Têm coisas que tem seu valor, avaliado em quilates, em cifras e fins em cifras e fins; e outras não têm o apreço nem pagam o preço que valem pra mim ...”, nos versos do cantor e compositor Luiz Marenco observamos a profundidade da vida, pois o que mais vale para o homem não tem preço.
 
A liberdade, o caráter, a honestidade, fidelidade são valores imensuráveis, não há valor ou cifra que possa fixar. Contudo, no Brasil, ao longo de 30 anos, esses valores puderam ser contabilizados, infelizmente.
 
A reeleição de Fernando Henrique Cardoso teve preço, o mensalão do Lula teve cifras exorbitantes, as “doações” do BNDES foram avaliadas em quilates pelas narco-ditaduras de esquerda, o Petrolão do Lula e da Dilma distribuíram fartas cifras e valores para quem quisesse se vender.
 
A era social-democrata e centro-esquerdista no Brasil (PSDB/PT/MDB) renderam mais de 130 mil cargos em comissão, 39 ministérios e bilhões desviados dos cofres públicos.
 
Nesse mesmo período, o Brasil teve 4 presidentes da Câmara dos Deputados com problemas policiais: 3 foram “impichados”, 2 deles presos e dois tiveram “apenas" os direitos políticos cassados. Senadores renunciaram seus mandatos para não serem cassados, outros trocaram o senado pela Câmara para não perderem o foro privilegiado e teve aqueles que simplesmente foram pra cadeia.
 
A lista de políticos poderosos que se enrolaram em corrupção é longa: Jader Barbalho, Luiz Estevão, ACM, Arruda, Renan Calheiros, Delcídio Amaral, Gleisi, Aécio, Severino Cavalcanti, Cunha, Temer etc. Apenas para ficar nas figuras mais emblemáticas. 
 
Felizmente, a esquerda e o centrão da corrupção não contavam que para um homem e seus aliados fiéis, certas coisas não tinham preço, mas sim, o apreço incomensurável na defesa da vida, dos valores morais e da honestidade.
 
A população foi às ruas, bradou contra a corrupção, contra a supressão da liberdade, pela volta da moralidade, o direito a auto-defesa e o respeito à vida. O povo elegeu o capitão.
 
Hoje, o Brasil vivencia um momento glorioso, de esperança e renovação, mas ao mesmo tempo, perigoso e frágil. Uma mídia míope, um Congresso torpe e cidadãos anestesiados, impregnados por uma preguiça mental que os impede de juntar um neurônio com outro, são manipulados como gado caem no conto da “falta de articulação”.
 
Durante décadas, a dita articulação política, em especial vinda do Ministério da Casa Civil, esteve nas mãos de políticos como: 

  • os presidiários Palloci e Zé Dirceu; 
  • figuras caricatas e ineptas como Marun e Gleisi; 
  • indiciadas por formação de quadrilha como o Padilha e, 
  • a soma de todos os medos: Dilma.

Esta era a tônica da “articulação política” no Brasil, corruptos e incompetentes, que usavam de expedientes nada republicanos, como a compra de parlamentares e o loteamento de cargos e ministérios para compor maiorias.
 
O Brasil vive algo inédito desde a redemocratização: um governo que é fiel às bandeiras que lhe elegeram e é coerente com aquilo que prometeu em campanha. Para por este projeto em curso, conta com um homem fiel, trabalhador e honesto na Casa Civil, diferente de tudo que já habitou o quarto andar do Palácio. 

Onyx Lorenzoni é um soldado disposto a sacrificar seu tempo, família e capital político para que o Brasil avance e promova as reformas necessárias sem abrir mão dos princípios e valores que nortearam a eleição de Jair Bolsonaro.
 
Não é fácil negociar esperança e crescimento no longo prazo com um Congresso acostumado com pagamento à vista. Está em curso um modelo novo de dialogo e negociação, uma forma honesta e comprometida com o país.
 
Toda via, as manchetes e os jornalistas, ao invés de exaltarem esse comprometimento, valorizam as derrotas da sociedade, dão palco à corruptos e manipuladores, não se ofendem ou ficam estarrecidos com declarações como a do Deputado Paulinho, da Força, que basicamente disse que o Brasil merece apenas 50% de crescimento, pois “dar ao Bolsonaro R$ 1 trilhão em 10 anos” é garantir a sua reeleição.
 
Percebe-se que o país está no mundo invertido quando:
 
  • Um presidente é eleito por uma série de valores e princípios e os defende, e assim mesmo é atacado de ideológico;
  • Quando o governo não quer fazer o mesmo jogo sujo de sempre e é atacado por não “articular”;
  • Quando o Ministro da Casa Civil não compra parlamentares e é atacado por não controlar o Congresso;
  • Quando o governo defende a liberdade de expressão e é atacado por não coibir a livre expressão do professor Olavo;
  • Quando políticos nefastos, como Ciro Nogueira, reeleito presidente nacional da sigla com amplo apoio do PP do RS, vota contra o COAF por razões pessoais e o governo leva a culpa;
  • Quando os setores políticos e do empresariado clamam para o governo ser flexível e “negociar” com o Congresso para passar as reformas, quando o governo acena com a possibilidade de negociar, é atacado por esses mesmo setores. 
 
O Brasil é irritante. O Brasil é cansativo e incoerente. Somos leões nos grupos de WhattsApp e cordeiros frente à um parlamentar. Vociferamos nas redes sociais mas não somos capazes de entrar em contato e pressionar os parlamentares que designamos para nos representar.
 
A preguiça mental afasta cada dia o brasileiro médio da realidade, induzidos por headlines e comentários carregados de pessoalidade, não são capazes de pensar pro si próprio, enxergam polêmica e caos em tudo aquilo que desconhecem, mas como gado, acreditam e seguem piamente.
 
Abre o olho Brasil, pensa Brasil. Não mudaremos a nação se não abrimos os olhos para a realidade que está na nossa frente. Ou você muda para mudar o país, ou muitos terão de mudar de país. 

José Henrique Westphalen
Cientista Político e Mestre em Comunicação

Comentários