Esgostosfera Global

Palavras e atos são ferramentas poderosas na construção e na desconstrução de imagens, especialmente quando partem de uma das maiores emissoras de televisão do mundo. A Rede Globo cometeu um desserviço ao país vinculando o nome do Presidente Bolsonaro à uma matéria sobre a morte da vereadora carioca. 

Embora os âncoras do Jornal Nacional tenham sido claros em afirmar que o Presidente estava em Brasília na data em que o suspeito esteve no condomínio e também tenham afirmado que não há ligação de Bolsonaro com a morte da parlamentar, o simples fato de veicularem a matéria já é uma afronta e pode ser qualquer coisa, menos jornalismo. Senão vejamos: 

1) no jornalismo se apuram fatos, checam-se as fontes e existe uma preocupação com a verdade. Na matéria da Rede Globo não houve checagem de fatos nem fontes, muito menos a preocupação com a verdade. 
2) o caso publicado corre em sigilo de justiça, dessa forma foi um vazamento ilegal. Sendo um vazamento ilegal, a necessidade de apuração de todos os fatos torna-se ainda maior, porém, a emissora preferiu ser seletiva no que foi ao ar. 
3) se a notícia é a visita do suposto assassino à casa do suposto mandante do crime, qual a razão de colocar o nome do Presidente da República na matéria? Afinal, a própria emissora veiculou que ele não estava no Rio de Janeiro, nem tem nenhum vínculo com o caso, dessa forma, não há nenhum sentido contextual, factual ou jornalístico para justificar essa absurda ligação feita pela emissora. 

Analisando os pontos acima, é claro e evidente que não há nenhuma razão ou contexto jornalístico para criar tal vínculo. Se a matéria não se presta ao apuramento de fatos e informação, para que serve a matéria veiculada pelo JN? Só há uma resposta: construção de uma narrativa.

Tanto prova que o objetivo é político e não jornalístico,que de forma coordenada o site G1 (do Grupo Globo) publicou uma matéria acusando o vereador Carlos Bolsonaro de ter discutido com um assessor da Marielleque chamou ele de fascista e, como se não bastasse essa tentativa tosca de criar um motivo para o assassinato, ainda afirmava que o vereador Carlos se recusava a entrar no elevador com assessores negros da vereadora Marielle. Nada mais antiético. 

Deputados e senadores de esquerda ao longo do dia sustentaram a narrativa com foco na “proteção ao porteiro”, insinuando que alguém poderia querer mata-lo para que “a verdade não viesse à tona”.  Sites de esquerda, como Fórum e Brasil 247 publicaram várias matérias com os títulos mais sensacionalistas e criminosos possíveis, a hashtag #bolsonaroassassino foi para os trend´s do Twitter e rendeu pauta para toda sorte de narco-partidos e políticos de esquerda. 

Ou seja, quem corrobora e vende a versão que a Globo fez jornalismo e não acusou o Presidente Bolsonaro de envolvimento com a morte da psolista, ou é muito inocente ou mal-intencionado. A Globo pode não ter acusado diretamente, mas a simples vinculação e a organização dos fatos na matéria abriram as portas para que toda a esgotosfera da esquerda construísse a narrativa vagabunda e torpe sobre o envolvimento do clã Bolsonaro nessa pataquada que é o uso político do cadáver da Marielle pelos narco-partidos no Brasil.  

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