R$ 60 milhões, missão cumprida e um novo desafio.





Quando o Ministro Onyx Lorenzoni me convidou para assumir a gestão da GEAP Saúde, aceitei mediante a condição de que entraria para cumprir uma missão: promover as mudanças necessárias, mudar o modelo de gestão e colocar a casa em ordem.

Minha missão na GEAP está cumprida. Aquele desafio que o Ministro me delegou, que ao assumir parecia ser uma tarefa distante e quase impossível, foi concretizado.

Olhando para trás, mesmo em um curto período, mal dá para acreditar que ao assumir a gestão encontrei um ambiente de completo abandono. Eram setores sem processos definidos, problemas de faturamento se acumulando, altíssimos índices de reembolso, pagamentos administrativos em excesso e muitos processos judiciais.

Nos primeiros dias de gestão elaborei um diagnóstico situacional completo, apontando as deficiências e desafios a serem enfrentados em 2019. Com apoio da Casa Civil e liberdade para trabalhar, pude montar a minha equipe e trazer para gerência de serviços a Isabel Bronzoni e começar a colocar em prática o que foi planejado.

O resultado veio em números expressivos! A fundação fechou o ano de 2019 com R$ 60.480.922,00 de superávit, uma inadimplência de 1.65% e uma das menores sinistralidades do Brasil, com 68.39%.

Esses resultados foram alcançados devido a alguns fatores: reativação do corpo funcional técnico e qualificado da GEAP, que estava desmotivado e sem a orientação correta para produzirem o seu máximo; e o estabelecimento de muito diálogo e troca, para alcançar objetivos de curto prazo e mensuráveis.

Junto aos funcionários da GEAP, redesenhamos os processos e os fluxos de trabalho de cada setor, para dar mais fluidez e integração entre as áreas. O conhecimento e as informações passaram a ser compartilhadas, não mais tratadas isoladamente, em ilhas. Essa forma de trabalhou possibilitou que diversos problemas administrativos, relacionado à rede, beneficiários, hospitais e prestadores fossem resolvidos.

Grandes projetos foram iniciados e sementes para o futuro foram plantadas.

Pelas minhas mãos surgiu um Termo de Cooperação com o IPÊ Saúde. Juntamente com o presidente do IPÊ Saúde, Marcus Vinícius de Almeida, está em análise e formulação um termo que irá beneficiar os mais de 1 milhão de segurados das duas autogestões. Através da GEAP, os usuários do IPÊ poderão ter uma demanda antiga atendida: atendimento médico e exames fora do Rio Grande do Sul sem precisar pagar planos complementares.

Além deste, 2 projetos importantes para melhorar a qualidade de vida e reduzir custos assistenciais foram traçados: um na área de teleatendimento e outro para novos protocolos no tratamento do câncer, através de testes genéticos e profilaxia bucal.

Carregarei para toda minha vida e com orgulho o trabalho de gestão que foi construído no GERES RS. Grandes resultados foram obtidos e bases sólidas foram construídas para o futuro da autogestão.

Sou movido por desafios. Hoje, um novo desafio, ainda maior se apresenta, ser pré-candidato à prefeito na minha Cruz Alta. Pensar e elaborar um projeto de recuperação para a cidade é uma tarefa hercúlea, que exige foco e atenção total.

Não sou, nem nunca fui apegado a cargos e status. Cumpri minha missão na GEAP e, por ter responsabilidade e compromisso com o dinheiro público, sei que a tarefa de gestão de uma Fundação com orçamento superior a R$ 150 milhões é incompatível com um projeto político. Dessa forma, solicitei ao Ministro Onyx o meu desligamento da GEAP.

Me sinto pronto e capaz para colocar meu nome a disposição do meu partido e da minha cidade. Venho me preparando há anos para a vida pública, estudei e adquiri os conhecimento e habilidades necessárias para isso. Chegou o momento de encarar o maior de todos os desafios, e também a maior honra, ser pré-candidato à prefeito da “Mui Leal Cidade do Divino Espírito Santo da Cruz Alta”.


José Henrique Westphalen


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